“Proteção ambiental não pode ser apenas um discurso”, diz vereadora ao participar de Plenárias da COP30
Em Pelotas durante a segunda e terça-feira, Marina Bernardes (PT) está representando o Legislativo passo-fundense nas discussões preparatórias para um dos maiores encontros globais sobre clima e meio ambiente, que ocorre em novembro, no Pará
Em todo o Brasil, cinco cidades e regiões foram selecionadas para sediar as plenárias preparatórias e de mobilização da juventude e dos movimentos sociais para a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas – COP 30. No Rio Grande do Sul, a etapa estadual ocorreu na segunda (14) e terça-feira (15), em Pelotas, reunindo ativistas e lideranças políticas e ambientais do Bioma Pampa, sob a coordenação da Secretaria Nacional da Juventude e do Governo Federal.
Representando Passo Fundo, a vereadora Marina Bernardes (PT) participou dos fóruns e discussões pautando os debates feitos sobre o meio ambiente e o enfrentamento às emergências climáticas a partir de uma perspectiva dos municípios. “Foi uma oportunidade de compartilhar visões sobre o que nós podemos efetivamente construir como política pública para garantir que tenhamos condições de discutir o futuro das nossas cidades”, disse ela, pontuando que “tem sido cada vez mais evidente que a proteção ambiental não pode ser apenas um discurso. A prática precisa dar conta das nossas demandas ambientais”.
Para a vereadora, que tem trabalhado na Câmara com uma agenda legislativa de ações em defesa do meio ambiente, outros municípios do porte de Passo Fundo enfrentam dilemas semelhantes no que diz respeito à preservação e à expansão econômica e social. “Essa não é uma questão nova, mas que se apresenta com outros recortes dado o cenário climático enfrentado. O Rio Grande do Sul passou por uma das maiores enchentes em sua história, em 2024, e isso deve estar no centro de todas as discussões. As políticas públicas precisam levar esse contexto e os prognósticos em consideração”, avaliou Marina.
Neste ambiente de discussões e compartilhamentos criado pela Plenárias da Juventude nos Biomas e no qual a legisladora passo-fundense está inserida, Marina acredita que a participação do município pode resultar em oportunidades de avanços em trabalhos que ampliem o potencial de Passo Fundo como uma cidade sustentável. “Essa tem sido, inclusive, uma das pautas de convergência com o atual governo municipal. Temos um diálogo em torno desse assunto e, apesar de ainda observarmos poucos recursos sendo disponibilizados para a prevenção e proteção ambiental, há algumas evoluções, como o Plano de Contingência, por exemplo”, alegou ela.
Sob outras perspectivas, a Plenária também discutiu questões ligadas à transição energética, os direitos das comunidades quilombolas e ribeirinhas, além de debates sobre os povos tradicionais. “Em um Estado marcado por diferenças regionais e reunindo lideranças de outros Estados do Sul, discutimos também os impactos da emergência climática entre as populações mais vulneráveis, como é o caso dos quilombolas e ribeirinhos. São assuntos que, muitas vezes, parecem distante de nós, mas que precisam ser levados em consideração quando falamos sobre a defesa de uma pauta ambiental global”, defendeu Marina.
Ao longo destes dois dias de discussões, Marina pode acompanhar as organizações de juventude defenderem propostas que, em novembro, serão discutidas globalmente durante a COP30, que ocorre em Belém, no Pará. “Estamos diante de uma oportunidade histórica de atuarmos positiva e propositivamente em defesa do meio ambiente. Que saibamos aproveitar este momento”, resume a parlamentar.
