A cidade é nossa

Vereadora Marina Bernardes

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Vereadora Marina sugere adoção de faixas preferenciais para ônibus e frotas da segurança pública

Modelo sugerido não exige obra de infraestrutura, como corredores de ônibus, e pode ter o mesmo efeito para melhorar a mobilidade 

 

O aumento da frota de veículos particulares em Passo Fundo, somado ao intenso tráfego de ônibus e outros veículos de médio e grande porte, tem acentuado que o trânsito e a falta de mobilidade urbana são dois grandes problemas estruturais da cidade, impactando diretamente na qualidade de vida das pessoas. Em paralelo às dificuldades de locomoção, a ausência de políticas de incentivo ao uso do transporte coletivo como alternativa contribuem para a redução do número de passageiros e a consequente precarização do serviço prestado aos usuários.

No momento em que a Prefeitura estrutura um novo edital de concessão do serviço, a vereadora Marina Bernardes (PT) acredita que é possível discutir e analisar possibilidades que qualifiquem os elementos que compõem o sistema de mobilidade no município. Por isso, nesta terça-feira (16), a parlamentar ingressou com uma Indicação ao Executivo sugerindo a análise de viabilidade da criação de faixas preferenciais para o deslocamento dos coletivos urbanos em Passo Fundo.

Marina, que é arquiteta e urbanista de formação e atuação profissional, argumenta que priorizar os ônibus coletivos em uma faixa de rolamento é importante para reduzir o tempo de deslocamento, estimulando que mais pessoas utilizem o serviço à medida que encurta o tempo de deslocamento aos usuários. “Esse elemento é uma das reivindicações dos usuários que afirmam que hoje é muito demorado utilizar o transporte público” 

Na Indicação, Marina explica que esta faixa preferencial pode admitir o uso por outros veículos, como ambulâncias, por exemplo, a partir de critérios regulamentados pelo Executivo, assim como sugere a adoção de medidas de prioridade semafórica em cruzamentos críticos, ajustando o tempo e os ciclos para manter a fluidez do trânsito. “São sugestões que se alinham a exemplos vistos em outras cidades, como em Porto Alegre e Curitiba, por exemplo. Os trechos em que estas faixas seriam implementadas também seriam definidos pelo Executivo, a partir de um estudo prévio de mobilidade”, argumenta a vereadora.

Neste sentido, a proposição encaminhada indica que a Prefeitura elabore e execute um plano piloto para verificar as potencialidades e eventuais riscos da adoção de  uma faixa preferencial. “Esta é uma questão estrutural que precisamos enfrentar na cidade e que tem tido espaço  na Câmara de Vereadores, ainda que discutida em outros formatos. Sabemos que há uma série de interesses que precisam ser analisadas, mas não podemos nos furtar de fazer o debate e encontrar mecanismos que melhorem o nosso trânsito como um todo”, ponderou Marina, acrescentando que setores diversos da sociedade, como sindicatos, comerciantes e empresários, serão ouvidos para reunir dados que gerem uma ação significativa para a mobilidade urbana de Passo Fundo.

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