Marina propõe protocolo para enfrentamento do calor extremo em Passo Fundo
Desde o ano passado, Marina defende que o calor extremo seja tratado como um risco à saúde e incluído no Plano de Contingência da Prefeitura
Em meio ao avanço das emergências climáticas e do aumento das ondas de calor que vêm atingindo o Rio Grande do Sul recentemente, a vereadora Marina Bernardes (PT) protocolou, nesta semana, na Câmara Municipal de Passo Fundo, uma Indicação ao Executivo para a adoção de um protocolo específico de enfrentamento ao calor extremo, com posterior inclusão da medida no Plano de Contingência do Município. A iniciativa busca reconhecer oficialmente o calor extremo como risco à saúde pública e estruturar ações coordenadas de prevenção e mitigação.
A proposta parte do entendimento de que as temperaturas elevadas impactam de forma desigual a população, atingindo com maior intensidade idosos, crianças, pessoas com comorbidades, trabalhadores expostos ao sol e famílias em situação de vulnerabilidade. “O fenômeno das ilhas de calor urbano, agravado pela baixa arborização e pela predominância de áreas pavimentadas, é uma realidade em Passo Fundo. Diferentes organismos internacionais como a Organização Mundial da Saúde alertam que a crise climática amplia a exposição a riscos como calor excessivo, radiação ultravioleta e eventos meteorológicos extremos, reforçando a necessidade de respostas institucionais estruturadas”, posiciona Marina.
Entre as medidas sugeridas estão ações de curto, médio e longo prazo, como a definição de protocolos para o funcionamento seguro de trabalhadores e trabalhadoras expostos ao calor, a ampliação de climatização no transporte público, a criação de áreas sombreadas e o fortalecimento da arborização urbana. Para Marina, incluir as ondas de calor no Plano de Contingência é um passo estratégico para garantir planejamento, coordenação intersetorial e proteção efetiva da população. “Precisamos tratar o calor extremo como uma emergência climática real, com planejamento, prevenção e cuidado com quem mais precisa”, afirma a vereadora que, desde 2025, vem pressionando o Executivo para que adote medidas concretas em relação ao tema.
