A cidade é nossa

Vereadora Marina Bernardes

A cidade é nossa

Vereadora Marina Bernardes

Ato “Mulheres Vivas” denuncia feminicídios e cobra medidas de proteção às mulheres em Passo Fundo e no RS

Centenas de pessoas ocuparam trechos da Avenida Brasil e a Praça da Cuia, no sábado (07), reivindicando políticas de enfrentamento à violência e aos feminicídios

Movimentos sociais, organizações de mulheres e entidades sindicais realizaram no sábado (07), o ato “Mulheres Vivas”, uma mobilização de rua que denunciou o avanço da violência de gênero e cobrou medidas mais efetivas de proteção às mulheres no Rio Grande do Sul.

De acordo com a vereadora e Procuradora da Mulher da Câmara de Vereadores, Marina Bernardes (PT), a manifestação foi motivada pelo alto número de feminicídios registrados no Estado. Apenas entre janeiro e fevereiro deste ano, 20 mulheres foram mortas em crimes classificados como feminicídio, número que tem gerado preocupação entre organizações que atuam no enfrentamento à violência contra as mulheres. “Hoje, o Estado vive uma situação de calamidade em relação à vida das mulheres. Precisamos de medidas efetivas e de políticas que assegurem o atendimento das vítimas e a prevenção de novos casos. Por isso, mobilizações como a de sábado são importantes, pois elas colocam o tema na pauta de todos os setores”, defendeu a parlamentar.

Durante o protesto, as pessoas manifestantes ocuparam as ruas com cartazes, faixas e palavras de ordem que lembravam vítimas da violência e exigiam políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção. A caminhada iniciou na Praça da Mãe e, em caminhada pela Avenida Brasil, terminou com um ato cultural na Praça da Cuia. Entre as reivindicações apresentadas na atividade estavam o fortalecimento da rede de atendimento às mulheres em situação de violência, a ampliação de estruturas especializadas e ações permanentes de conscientização.

As entidades organizadoras afirmam que o objetivo do protesto foi chamar atenção da sociedade e das autoridades para a gravidade dos casos registrados no Estado. Em Passo Fundo, apesar de não ter sido registrado nenhum feminicídio no mesmo período de 2026, mais de 500 ocorrências foram formalizadas na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). No município, também houve o registro de uma tentativa de feminicídio e mais de 30 prisões de agressores foram efetivadas. “A nossa mobilização também busca pressionar por respostas concretas do poder público diante do crescimento dos feminicídios”, acrescentou Marina.

O ato “Mulheres Vivas” integra uma agenda de iniciativas promovidas por movimentos feministas e sociais que defendem o direito das mulheres à vida, à segurança e à dignidade. Ao longo do mês de março, ainda estão previstas a realização de palestras, debates, ações de conscientização e panfletagens em diferentes pontos de Passo Fundo. Toda a agenda pode ser conferida no Instagram @movdemulherespf.

Foto: Diogo Zanatta
Foto: Diogo Zanatta
Foto: Diogo Zanatta
Foto: Diogo Zanatta
Foto: Diogo Zanatta

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para o topo